domingo, 1 de dezembro de 2002

Rupturas

Tenho até medo de escrever depois de algumas cervejas, pois acho que dentre os efeitos desta bebida (além do porre, do vexame, da exaltação aos sonhos impossíveis, e mesmo desde o propício "hugo" até o culminar de uma bela ressaca), imagino que ela nos faça mais ... sinceros. E, cá entre nós, quem de vocês que (possivelmente) me ouve teve a felicidade de lucrar com tal gesto ultrapassado de humanidade? Se abrindo à alguém, ou a si mesmo até, encarando a verdade e soltando na cara desta um "tapa" tal, que esta não pudesse deixar de transparecer em quem a visse, toda a essência que tão sôfregamente você por fim liberou ao mundo, talvez só prá dizer à eles (à nós) que você sofre, ou que é feliz, não importando de que meios você se valeu para atingir estes objetivos (ou conseqüências, caso indesejáveis acontecimentos), mas o ponto é que você finalmente se abriu, não pensando no que resultaria deste gesto (despojado em sua aparência até, mas mesmo assim ousado) e como lucro tens em mãos uma variedade enorme de outras possibilidades sobre o que pensar e como agir, seja pelo sorriso alegre de um transeunte que correspondeu à um cumprimento teu, ou até a sensação de desagrado pairando no ar quando você finalmente diz para tua parceira (ou parceiro) que não dá mais...

Pois é, era mais ou menos sobre isso o que eu queria dizer depois de dar muitas voltas, me concentrei e me despi do medo para poder anunciar que sim, houveram algumas rupturas, mas também para deixar claro estar ansioso pelos possíveis sorrisos e mesmo gestos amáveis daqueles que talvez num futuro breve, estarão presentes entre nós.