Helena era uma loirinha de simpáticos olhos azuis, e que tinha por costume ao acordar sempre olhar para o oeste.
Mas tinha outras manias (vim a descobrir lendo um diário que ela escondia sob o travesseiro), como o de ficar horas e horas á observar o movimento das pessoas e coisas lá na cidade onde morávamos. Isso foi ela quem escreveu:
"... e vendo carros como pontinhos cintilantes na noite que aponta, os olhos mareados pelas lágrimas ante um sentimento desconhecido até, mas não menos vivido que agora aflora os sentidos deste ser solitário que o meu corpo habita."
Confesso que eu admirava aquela garota, não só sua beleza mas também a leveza de suas atitudes, seus gestos e sua alegria de viver.
Um dia ela chegou para mim e entregou-me um papelzinho perfumado, desses que toda menina tem, e que dizia:
"Ontem pensei em você e foram estas palavras que me vieram:
Deixa-me correr, selvagem, ó noite agora plena;
Liberta-me, ventre sagrado, de teu manto
para me perder por estes campos de brisa primaveril,
onde a lua ilumina o despertar deste ser/sentimento
que por força da palavra tomou o nome liberdade.
Pois é assim que te vejo, e não me repreendo em dizer que te amo."
Então imagino que vocês que me ouvem possam visualizar a doçura de pessoa que eu tinha por enamorada, e não é só isso. Meu coração dizia ainda mais do que um dia talvez poderei decifrar. Naqueles dias eu amava Helena.
Mas tinha outras manias (vim a descobrir lendo um diário que ela escondia sob o travesseiro), como o de ficar horas e horas á observar o movimento das pessoas e coisas lá na cidade onde morávamos. Isso foi ela quem escreveu:
"... e vendo carros como pontinhos cintilantes na noite que aponta, os olhos mareados pelas lágrimas ante um sentimento desconhecido até, mas não menos vivido que agora aflora os sentidos deste ser solitário que o meu corpo habita."
Confesso que eu admirava aquela garota, não só sua beleza mas também a leveza de suas atitudes, seus gestos e sua alegria de viver.
Um dia ela chegou para mim e entregou-me um papelzinho perfumado, desses que toda menina tem, e que dizia:
"Ontem pensei em você e foram estas palavras que me vieram:
Deixa-me correr, selvagem, ó noite agora plena;
Liberta-me, ventre sagrado, de teu manto
para me perder por estes campos de brisa primaveril,
onde a lua ilumina o despertar deste ser/sentimento
que por força da palavra tomou o nome liberdade.
Pois é assim que te vejo, e não me repreendo em dizer que te amo."
Então imagino que vocês que me ouvem possam visualizar a doçura de pessoa que eu tinha por enamorada, e não é só isso. Meu coração dizia ainda mais do que um dia talvez poderei decifrar. Naqueles dias eu amava Helena.
